domingo, julho 03, 2011

Jeep Ford CJ5 1982, o Blue Devil – Capítulo 8


Após várias checagens no dimensional entre os eixos e o chassi, finalmente o Ivã iniciou a montagem dos eixos. Ele demorou mais tempo executando cálculos e traçados do que na montagem, isso garantiu que um pequeno desalinhamento nos eixos dianteiro e traseiro fossem corrigidos.

Com isso, o eixo traseiro ficou pronto com a seguinte configuração:

- Kit Ensimec T-Rex Bone de pontas de eixo (semieixos) em aço cromo-molibdênio e um sistema de cubo flutuante. Estes semieixos, fabricados em aço premium, diferentes das pontas de eixo convencionais, que são temperadas somente por indução, sofrem duplo tratamento térmico, atingindo uma resistência na torção até 30% superior aos eixos convencionais;

- Sistema de freio a disco completo que terá acionamento do freio de estacionamento hidráulico;


- Sistema de bloqueio acionado a cabo Macrotorque FULL TRACTION®, que é um sistema de bloqueio selecionável de diferencial que proporciona manualmente o controle mecânico total de acionamento, efetuando o bloqueio de 100% da função diferencial para uso off road, ou liberando totalmente o diferencial para operar totalmente livre, na condição original do veículo.


Todos os kits foram adquiridos na Garra 4x4 em São Paulo.

Agora vamos partir para o dianteiro...

Abs,
Mauricinho

terça-feira, junho 07, 2011

Venda de um Jeep e Compra de um Jipe


Devido ao projeto em andamento do Jeep ‘82, com muita dor no coração, resolvi me desfazer do Glorioso Jeep ’63.

Felizmente o amigo, e futuro Jeepeiro, que adquiriu o Glorioso Jeep ’63 tem por objetivo continuar utilizando a viatura em trilhas e passeios, o que significa que todo o tempo e investimento empenhado em seu preparo não terá sido inútil.


Em paralelo, e por insentivo da minha esposa (que será a verdadeira operadora desta viatura), adquiri um Troller 2005, 2.8 Turbo Diesel e com 62.000 km rodados, que pertencia a um amigo e também sócio do clube (Terrible 4x4), o qual será utilizado em algumas trilhas e passeios quando um maior conforto e percorrer distâncias mais longas forem necessários.


Paulo, boa sorte com o Jeep e, não se esqueça de cuidar bem dele!!!

Toninho, boa sorte com o novo Troller adquirido e parabéns por ter cuidado tão bem deste que comprei de você.

Abs,
Mauricinho

segunda-feira, maio 30, 2011

Jeep Ford CJ5 1982, o Blue Devil – Capítulo 7


Nessas últmas semanas algumas alterações foram acordadas com o Ivã, após alguns diálogos e um “brainstorm”: o bom e velho (agora rejuvenecido) OHC será injetado, com injeção “single point”, e turbinado, com turbina Garrett utilizada na Ford Ranger Diesel. O Bicho vai ficar nervoso... Vai deixar V8 comendo poeira, ou será comendo lama!!!


Na semana passada chegou da Fiber 4x4 a carroceria, que mostrou ser de excelente qualidade, sem contar a espessura e a robustez da fibra. O pessoal da Fiber 4x4 está de parabéns.


Os trabalhos de reforço do chassi e posicionamento dos feixes de mola também estão em andamento.


Será que o Ivã vai conseguir cumprir o prazo dele (30/Ago/11)???!!!


Abs,
Mauricinho

domingo, maio 08, 2011

Edição de Maio/11 do Jornal Mais Off Road


Na edição de Maio/11 do Jornal “Mais Off Road” (www.maisoffroad.com) saiu uma reportagem sobre a jipeata organizada pelos clubes dos aficionados por 4x4 e Off Road de Salvador, a qual aconteceu no dia 04/04/11 para homenager o Dia do Jipeiro.

No destaque, para minha feliz surpresa, está, entre outros, meu glorioso Jeep, o qual está acompanhado por uma bela jovem, aparentemente oriental ou descendente. Apesar de eu não fazer a mínima idéia de quem seja esta jovem, com toda certeza posso dizer que ela tem muito bom gosto!!! rsrsrsrsrs

Ao pessoal do Jornal “Mais Off Road” parabéns pela reportagem e pela homenagem feita a todos os jipeiros de Salvador.

Abs,
Mauricinho

Jeep Ford CJ5 1982, o Blue Devil – Capítulo 6

Três semanas se passaram e o andamento do serviço continua modesto. Ivã se liga!!! Você prometeu que o Jeep ficaria pronto em Agosto/2011, eu estou te dando o prazo MÁXIMO de até 28 de Outubro (de 2011, não 2012!!! rsrsrsrsrs), pois o Jeep, como você sabe, será meu "presentinho" de aniversário de 50 anos.


O motor está sendo remontado e continua a dúvida: turbinar ou não??? Uma coisa é certa, pelo menos por agora ele continuará carburado, porém deverá receber um carburador H34, 3E ou 446, isso vai ficar por conta do Bruxo, o especialista nessa área.


O chassi está na fase de tratamento e, segundo o Ivã, ainda na próxima semana deverá receber as barras e os reforços necessários. Assim espero!!!


No final de semana passado estive na Garra 4x4, em Sampa, e adquiri mais um lote de peças: quadro do para-brisa (com 3 limpadores), calços de poliuretano de 2 ½”, pneus Savero 33”x12,5”x15”; parafusos e porcas de rodas, espelhos retrovisores, toldo, faróis e piscas, volante esportivo, botões do painel, bolas e coifas do câmbio, alavaca do 4x4 e reduzida.

A carroceria adquirida na Fiber 4x4 já está a caminho e deverá ser entregue na oficina até o final da próxima semana.

É isso aí!!! Agora vamos ver se o prazo final será o do Ivã (Ago/11), o meu (28/Out/11) ou algo intermediário. O que eu acredito ser mais provável...

Abs,
Mauricinho

sábado, abril 16, 2011

Jeep Ford CJ5 1982, o Blue Devil – Capítulo 5


Praticamente se passou um mês e a evolução foi quase nenhuma. A oficina do Ivã continua com Jeeps, jipes e outros veículos saindo pelo ladrão. Inclusive meu Jeep ’63 entrou e saiu de lá umas três vezes nesse período devido a problemas pós trilhas... Faz parte!!!


As peças compradas em São Paulo na Garra 4x4 e na Dep Tec 4x4 (vide relação das peças no Capítulo 2) chegaram. O bloco do motor foi retificado e todas as peças adquiridas: bronzinas, pistões (0.50 mm), anéis, juntas, retentores e selos, ou seja agora só falta um passe no cabeçote, a fim de melhor um pouco a taxa de compressão, e partir para montagem.


No chassi foram removidos os suportes antigos, a última travessa traseira, foi executado o lixamento grosso e está pronto para receber os novos suportes, travessa e os devidos reforços.


Espero que na próxima semana os serviços evoluam melhor...

Abs,
Mauricinho

sábado, abril 02, 2011

04/04 - Dia do Jipeiro


Segundo um texto extraído do site: http://denivanatrilha.hdfree.com.br, há algumas espécies de Jipeiros.

Segue o texto:


“Além do tipo de veículo que cada um tem, é preciso classificar o nosso interesse em veículos 4x4. Cada um tem um objetivo. Visando contribuir para isso segue abaixo uma tentativa de classificar a nossa espécie.


Trata-se de uma variante da espécie Homo-sapiens e foi denominada Homo-sapiens- jipeirus, abreviada HSJ. Esta espécie tem em comum o modo de alimentação; lama e areia misturados com bastante água e uma pitada de gasolina ou óleo Diesel. Ainda pode ser dividida nas seguintes sub-espécies ou tribos:


HSJ- Trilheirus, é aquele que tem um veículo 4x4 daqueles antigos mas bem tratado e restaurado, raramente se afasta mais de 150 km de sua tribo, andam em bandos, conversam por meio de uma língua só falada pelos PYzeirus. São alegres, barulhentos e ótimas pessoas para se conviver. Só conseguem matar a sede com um líquido gelado, amarelo, espumante e acondicionado em latinhas. Adoram ajudar um outro HSJ quando o encontram nadando na lama sem saber como sair (chamam isso de "atolado").


HSJ-Raideirus, é aquele que tem um veículo 4x4 novo, super equipado, tem mais reloginhos do que relojoaria de japones. Falam uma língua ainda não decifrada. Sonham sempre com um tal de "way point". Suas tribos estão dispersas pelo país e só se encontram em grandes eventos. Também gostam de dar dicas, desde que você não seja um potencial adversário em uma das brigas inter-tribos. Os antropólogos têm muitas dificuldades para fazer contato com esta tribo pois eles não se misturam.


HSJ -Viajantius, tem um 4x4 equipado para o que der e vier, mas gosta de conforto e um sonzinho. Passa a maior parte do tempo olhando para mapas e sonhando com a próxima viagem. Você o identifica pela barraca e saco de dormir sempre guardados no carro. A viagem só vale se fizer o velocímetro virar o milhar umas 4 vezes, apesar de 80% dela ser no asfalto. Tenta passar pelos lugares mais incríveis só pelo prazer de nadar em uma cachoeira ou ver uns passarinhos esquisitos. Não peça a ele informação sobre viagens porque você corre o risco de se sufocar no monte de mapas que ele tem. Se acha na obrigação de ajudar qualquer um que encontrar atolado nos lugares mais isolados do planeta. Também frequenta a tribo dos trilheirus, mas encara isso como treino para a próxima viagem.


HSJ-Mauritinhus, tem um 4x4 novinho, limpinho, polido e cheio de cromados. Nunca andou fora do asfalto e odeia poeira e lama. Tem guincho, mas não sabe nem como liga. Para identificá-lo pergunte qual o melhor tipo de vela para se usar em um motor a Diesel. Em suma, evite este último tipo, ele é um chato e você pode ser contagiado. Segundo a literatura especializada, 95% dos veículos 4x4 são comprados por esta sub-espécie (ver D. Dimbleby, "Off-road driving techniques", 1998).


HSJ-Papagaiusdepiratius (nome vulgar Zequinha): um espécime que sempre esta olhando por cima do ombro de alguns dos outros espécimes classificados. Extremamente útil nas seguintes situações: atolamento geral e irrestrito, acendimento de churrasqueira, calibragem de pneus, redação de relatos de trilhas, fotografia de passeios, etc.


HSJ-Mecanicus, é aquele que passa 99 % do seu tempo mexendo ou fuçando no carro, tem um carro super-super equipado, mas nunca sai de casa com ele porque sempre tem mais uma coisinha para regular, ajustar ou instalar. O HSJ Mecanicus nunca será visto em uma trilha ( a nao ser nos raros momentos em que testa um equipamento novo), em um raid e, muito menos, em uma viagem. Sua paixão é a mecânica, seu alimento é a graxa e sua bebida preferida é o óleo lubrificante. É um cara super simpático, sempre pronto a dar a dica da melhor coisa a fazer em seu jipe. Sempre tem a ferramenta certa para o ajuste exato. Enfim, cada um na sua e o Mecanicus na dele.”


Aqui no nosso clube, o “Terrible 4x4”, temos até jipeiro virtual, seria um HSJ-Virtualis??? Mas sejá lá qual for sua espécie, uma mistura de uma ou mais espécies, ou uma nova espécie, PARABÉNS E FELIZ DIA DO JIPEIRO nesse 04/04!!!

Abs,
Mauricinho

domingo, março 13, 2011

Jeep Ford CJ5 1982, o Blue Devil – Capítulo 4


O atraso no fornecimento / transporte das peças vindas de São Paulo devido ao feriado de Carnaval, somado ao movimento na oficina do Ivã contriburiram par um andamento modesto nessas últimas duas semanas.


Nesse período a caixa de redução foi aberta e constatamos que está em perfeitas condições. Com a substituição das juntas e retentores, uma boa pintura, adição de óleo com Molycote e caixa ficará nova.


Também foi finalizada a desmontagem e pré limpeza do chassi, o qual está pronto para receber o tratamento com Ferrox, os reforços, o reposicionamento dos suportes dos feixes de mola e pintura de base.


No geral o andamento do serviço está indo bem, mesmo com esse pequena atraso estamos confiantes que o projeto seja finalizado no prazo estimado. Assim espero!!!


Abs,
Mauricinho

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Jeep Ford CJ5 1982, o Blue Devil – Capítulo 3


Chegamos na terceira semana e o Jeep está todo desmontado inclusive o motor e os diferenciais.


A boa notícia (adoro boas notícias!!!) é que a coroa e pinhão dos dois diferencias estavam em perfeito estado. A má notícia (o problema é que normalmente vem logo após as boas notícias!!!) é que no diferencial traseiro a relação é 44/9 e no dianteiro 43/8. Nada que uma troca com o amigo CJ, que estava interessado em uma coroa e pinhão 43/8, não resolvesse. Com isso os dois diferenciais ficarão com a relação de 44/9, como desejado.


O bloco do motor e o cabeçote estão em perfeitas condições (mais uma boa notícia!!!), porém os cilindros deverão ser retificados e os pistões substituídos (como não poderia faltar, a má notícia!!!), com eles os anéis e as bronzinas. Na verdade nada fora do normal para um jovem senhor de quase 30 anos, que teve sua manutenção preventiva negligenciada e, como pode ser notado, uma corretiva de má qualidade.


Conversando com o Ivã, estamos vendo a possibilidade de aumentar um pouco a potência do velho OHC, o que daria um desempenho melhor para o Bleu Devil. Isso não seria nada mal!!!


Não deixem de acompanhar...


Abs,
Mauricinho

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Momento Culinário - Carne Seca Terrible 4x4


Entre os preparativos importantes para as trilhas estão os comes e bebes. Ou rola um churrasco ou cada um leva seus mantimentos: sanduiches, tortas (bendita torta!!!), farofas repletas de pertences, frango assado (esse não pode faltar...), biscoitos, sacos de salgadinhos, frutas, etc. Nunca esquecer de levar muita água, refrigerantes e algumas cervejas, pois ninguém é de ferro. Mas lembre-se, se for dirigir não beba, se beber leve um zequinha que não beba e saiba conduzir sua viatura.
Com isso, há algum tempo atrás, a meu pedido, essa receita foi criada pelo amigo, e cozinheiro nas horas vagas, Sandro, de Campos dos Goitacazes – RJ, para homenagear a galera do Clube e, claro, levar para as trilhas:

Carne Seca Terrible 4x4


INGREDIENTES:
1Kg de carne seca de primeira (lagarto)
Farinha de mandioca
1 cebola grande picada
1 pimentão grande picado
3 tomates grandes maduros picados
Alho socado a gosto
Salsinha bem picada

MODO DE PREPARO
Carne Seca:
Corte a carne seca em cubos, lave, cubra com água e
escalde em uma panela. Descarte essa água.
Aqueça uma panela de pressão, coloque a carne seca,
cubra novamente com água e tampe e leve ao fogo.
Após pressurizar a panela, cozinhe a carne por 10min.
Desligue o fogo, retire a pressão e reserve a água.
Coloque mais água, tampe a panela de pressão e cozinhe
até que fique macia e o ponto do sal esteja a gosto.
Desfie a carne e reserve.
Em uma panela refogue o alho, a cebola e o pimentão e a
carne desfiada.

Pirão de carne seca:
Em uma caçarola, refogue o alho e os tomates.
Mexa até que os tomates se dissolvam, formando um caldo
grosso.
Coloque a água da carne que foi reservada, deixe ferver.
Prove e acerte o sal com água sem sal, se necessário.
Após ferver, abaixe o fogo, despeje a farinha de
mandioca aos pouco e mexendo sempre para não empelotar o
pirão.
Após o pirão ganhar o ponto que vc goste, mexa por uns
2min, para a farinha cozinhar.
Transfira para uma travessa e salpique a salsinha por
cima.
Imaginem esse rango no meio da trilha, naquela hora em que o bicho pega e a fome chega??? Que tal???

Galera,
Quem tiver mais sugestões de receitas é só me passar que eu posto no Blog.

Sandrinho,
Valeu Mingolo!!!

Abs,
Mauricinho

sábado, fevereiro 19, 2011

Jeep Ford CJ5 1982, o Blue Devil – Capítulo 2


Começa a fase da desmontagem, sem dúvida a parte mais fácil (e menos dispendiosa...), que durou cerca de uma semana. Acho que foi o recorde do Abençoado. Para quem ainda não conhece, Abençoado, que na verdade se chama Alessandro, é o fiel escudeiro do Ivã Sato, proprietário da Japauto, oficina que, entre outras coisas, repara, reforma e modifica Jeeps e jipes.


Nessa fase tive algumas revelações satisfatórias (em se tratando de um Jeep isso é muito bom!!!). A carroceria é visível que deve ser substituída, onde não está amassada, está “podre” ou foi muito mal reparada. No chassi, apesar de um pouco oxidado, uma boa limpeza, aplicação de Ferrox e uma base em primer PU podem resolver, o importante é que está sem trincas e com o alinhamento aparentemente perfeito, embora ainda vá ser checado. Para minha maior satisfação, o motor está standard. Isso confirma o que me dissera meu amigo Jorge, o Jeep havia sido utilizado para passeios acompanhando turistas e serviços leves na região da Praia do Forte – BA.


Após algumas análises, bate papos e consultas foram adquirdos os seguintes itens:
• Carroceria completa em vibra de vidro da Fiber 4x4 na cor Azul Bahamas (cor original do Jeep),
• Caixa de marcha Clark (5 marchas) com os flanges de adaptação para motor OHC (4 cilindros) e caixa de redução da Deep Tec 4x4;
• Na Garra 4x4, por enquanto, foram adquiridos:
- Kit ponta de eixo dianteira completo com homocinética de Toyota – Ensimec;
- Kit flutuante traseiro completo – Ensimec;
- Braço High Steer do Munhão – Ensimec;
- Bloqueio do diferencial dianteiro e traseiro 100%, acionados por cabos – Macrotorque;
- Kit suspensão de Toyota com jumelos altos;
- Kit freio a disco dianteiro e traseiro;
- Pino chorão para reduzida;
- Jogo de rodas Rodaza 15” x 8”, off set negativo;
- Tanque de combustível traseiro de 55 litros completo.


Muitos acham que quem tem Jeep não é normal (mas quem é???). No meu caso então não sei como poderia ser classificado pois esse é o meu terceiro!!! Ter Jeep para mim é um prazer inenarrável... Os amigos, as trilhas, os passeios, as resenhas, as fotos, nesse contexto até mesmo os problemas se tormam divertidos e engraçados. Se isso é ser anormal, eu sou e muitos de nós somos.

Continua na próxima semana...

Abs,
Mauricinho

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Frases para Jeeps e Jeepeiros


A paixão pelos Jeeps e pelo estilo “off-road” fez nascer algumas frases que podem, nem sempre de maneira polida mas sem dúvida curiosas e engraçadas, exemplificar o que passa no sentimento
de nós jeepeiros:

Jeep só tem um!

Minha mulher disse: ou eu ou o Jeep! Sinto saudade dela.

Não faça do seu filho um jeepeiro, a vítima pode ser você...

Não é o Jeep que é feio e desconfortável, você que é um chato.

Jeep, se eu for explicar você não vai entender.

Meu outro carro não é um carro, é um Jeep.

Você só vai saber o valor de um Jeep quando tiver um...

Jeep não vaza, demarca território.

Coração de jeepeiro não bate trepida.

Sou velho, lento, bebo muito, mas trepo bem.

Muitos homens querem um Jeep, mas poucos são homens para ter um.

Jeep. A emoção começa na hora de dar a partida!

Tabuada de Jeepeiro: 4x1 = 4; 4x2 = Asfalto; 4x4 = Trilha.

Se eu fosse um Jeep, gostaria que a minha vida fosse um verdadeiro atoleiro.

Compre um Jeep, você nunca mais vai rezar pra que faça sol no final de semana.

Um veículo desconfortável, antiquado, inseguro, de alto consumo e baixo desempenho, porém um JEEP!

Quem tem Jeep não tem pressa.

Jeep. O melhor amigo do homem, das mulheres nem tanto.

Jeep e jeepeiros, sempre atrás no mau caminho.

Quando crescer quero ser uma Cherokee!

Não basta ter o Jeep no peito, é preciso ter peito para andar de Jeep!

Jeep. Paixão a primeira trilha.

E que jogue a primeira pedra o jeepeiro que nunca viveu, pensou ou colocou um adesivo com uma dessas frases em sua viatura.

Abs,
Mauricinho

sábado, fevereiro 12, 2011

Jeep Ford CJ5 1982, o Blue Devil – Capítulo 1


Há mais de um ano atrás, se eu não me engano entre Junho e Julho do ano passado, um amigo me disse que teria que vender um Jeep que pertencia a Fazenda da Praia do Forte - BA e me perguntou se haveria alguém do clube (Terrible 4x4) que esraria interessado. Na mesma hora eu disse que ele estava falando com um interessado. Marcamos uma visita no local e, para minha surpresa (e da minha mulher também) fiquei logo apaixonado... Assim como a Sonia meu amigo Jorge não compreendeu o que eu tinha visto naquela, segundo eles, “coisa”. Só quem é jeepeiro consegue ver em um Jeep todo enferrujado, parado há mais de ano, com documentação atrasada, pneus murchos, todo sujo e estacionado entre uma carrocinha e um trator, potencial de se tornar um valente, quase indestrutível e legítimo 4x4.


Em Outubro de 2010 o negócio foi fechado. Uma pechincha (digo isso porque minha mulher é seguidora desse Blog). De imediato o Glorioso, porém meio cansado, Bólido embarcou para Lauro de Freita – BA para um galpão arranjado pelo amigo Cacá, que se tornou o incansável guardião do “Blue Devil”. Valeu Cacá!!! Você pode se considerar o Padrinho dessa “criança”.


Em Janeiro o Jeep foi levado pelo seu Padrinho para oficina do Ivã Sato (Japauto) onde inicia-se a fase de desmontagem. Enquanto isso, muitas informações e experiências estão sendo trocadas com o pessoal do Clube, com o pessoal da Garra 4x4 e com o Ivã.


Aguardem os próximos capitulos...


Abs,
Mauricinho

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

DKW Candango


Esta postagem é devido a mensagem abaixo que meu amigo Gerson de São Paulo me enviou ao receber o link do meu Blog:
“Vai gostar de Jeep assim na .... Vc dorme com o escapamento dele?
Apesar de eu ter sido um dono de um velho jipe Candango, hoje eu quero andar é de sedan confortável. Sinal dos meus sessentinha que estão chegando daqui a dois dias.
Outro dia eu vi uma reportagem dos carros mais feios produzidos no Brasil. Não é que o meu Candango estava na lista. Motor 2 tempos da DKV, uma verdadeira bomba relógio. Ainda por cima o jipe era bicha. Era só marcar encontro com alguma menina e o desgraçado quebrava.”

Isso me fez render essa homenagem ao meu amigo, pelos seus 60 aninhos completados hoje, e ao velho Candango:
“Em 1958, quando na Alemanha o Munga recebia ainda modificações e ia se popularizando gradativamente, o Brasil viu nascer um novo jipe. A Vemag, que já lançara o automóvel e a perua DKW com o pipocante motor 1000 de dois tempos, trazia então esse novo veículo que seria logo batizado de Candango. Sem dúvida um nome tão feio quanto o do seu irmão europeu, mas necessário devido a problemas em relação ao pretendido Jipe, já legalmente registrado pela Willys, apesar da ortografia diferente - Jeep.
Numa alusão aos incansáveis trabalhadores que construíram Brasília - fortes e resistentes - o nome Candango ganhou forças e logo identificava o novo jipinho - como alguns ainda insistiam em chamá-lo , que além do estranho nome era inigualável em aparência e também em barulho.
De início, todos os modelos fabricados possuíam tração integral permanente. Após 1960, veículos com tração 4x2, dianteira, também foram fabricados visando uma performance em terrenos não-acidentados mais adequada. Possuindo o mesmo motor do Munga, o Candango recebeu no Brasil apenas uma modificação de vulto, que foi uma capota de aço e, posteriormente, a introdução de quatro portas. Além disso, no modelo 4x4, a reduzida podia ser engatada com o veículo em movimento.
Infelizmente, o feio-simpático Candango teve vida curta também no Brasil. Visando principalmente o mercado militar, a Vemag resolveu parar a fabricação deste veículo em 1964, após a negativa das Forças Armadas Brasileiras em adquirí-lo. Uma lacuna que ficaria preenchida apenas parcialmente pelo seu primo Willys-Ford, já que, proprietários, ex-proprietários e colecionadores juram solenemente que, os 4.400 Candangos produzidos no Brasil, mesmo aqueles que já morreram, jamais poderão ser substituídos. Nem mesmo pelo mais moderno veículo 4x4 da atualidade. Afinal, quem seria tão feio quanto ele e, ao mesmo tempo, tão bom?”
Essa matéria é da revista 4x4 & Pickup, ano II, nº 11, de 1984, na qual é feito um breve histórico do Candango.

Gersão,
Parabéns pelos sessentinha, muita Saúde, Paz, Prosperidade... Espero que o sedan não quebre com frequência e que sua mulher não saiba disso!!!

Abs,
Mauricinho

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Origem do Nome Jeep


Muitas são as versões, e porque não dizer os mistérios, que cercam a origem da palavra Jeep. Tentei separar algumas para ilustrar o quanto esse marca se tornou um mito ao longo dos anos.

Segue um artigo retirado do site www.willysmb.com.br, o qual entitula-se A origem do nome “Jeep”:
De onde veio o nome Jeep? Existem muitas teorias a este respeito. Muitos acreditam que a pronúncia veio do anacronismo da sigla G.P. (pronuncia-se gee pee), de General Purpose (Uso Geral em português). Esta é a origem mais aceita por ser uma racionalização conveniente.
Outra explicação de acordo com o Major E. P. Hogan em seu artigo na revista Quartermaster Review de setembro/outubro de 1941 é de que o termo Jeep era utilizado pelos mecânicos do exército para designar qualquer novo veículo motorizado recebido para testes.
Interessante também é a alusão que o nome teria sido herdado em referência ao personagem “Eugene, the Jeep” da história em quadrinhos do marinheiro Popeye, de 1936. Eugene, the Jeep, era um pequeno animal com o poder de viajar entre as dimensões e resolver todos os tipos de problemas. As semelhanças entre os poderes de “Eugene” e os caminhões de ¼ de tonelada do exército são bastante notáveis para que o nome fosse casualmente transferido para o veículo.

Há algum tempo atrás fiquei sabendo da existência de uma versão, não confirmada porém curiosa, que afirma que o nome Jeep foi dado pelos ingleses, durante a II Guerra Mundial para designar esse veículo utilitário de guerra, e seria derivado de uma sigla que significaria:
Just
Enough and
Essential
Parts
Ou em português: Apenas Peças Suficientes e Essenciais.

Seja lá qual for a versão ou origem verdadeira, o que realmente importa é que esse nome, além do mito, se tornou uma das marcas mais conhecidas no mundo.

Abs,
Mauricinho